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Entenda por que os vinhos italianos da província siciliana de Palermo são inigualáveis

Quem já provou se surpreende com a variedade imensa de uvas autóctones, capazes de traduzir fidedignamente os territórios que estes vinhos representam

Cultivadas em solos arenosos, ao sopé de vulcões como Etna e Stromboli, os vinhos da região da Sicília, na Itália, representam uma experiência única para os apaixonados pela bebida. Embora ainda sejam sabores pouco explorados pelos consumidores brasileiros, de modo geral, quem já provou se surpreende com a variedade imensa de uvas autóctones, capazes de traduzir fidedignamente os territórios que estes vinhos representam.

A Sicília é a maior ilha do Mediterrâneo, separada da Itália pelo Estreito de Messina, e composta por nove províncias, entre elas, Palermo (a capital).  Com áreas montanhosas e acidentadas, os solos deste local são pobres para o cultivo em geral, mas possuem encostas com ótima incidência de raios solares. Já o clima é de verões intensos e pouca chuva, o que torna a região perfeita para que as uvas cresçam e proporcionem rótulos ímpares.

Com mais de 100 mil hectares plantados de videiras, durante muito tempo a Sicília foi conhecida pela quantidade de vinhos produzida, e não pela qualidade. Isso porque a bebida faz parte do dia a dia do povo siciliano e, durante muito tempo, era comum que as pessoas produzissem vinhos em casa, sem tanta técnica. “É algo que não pode ser dissociado da cultura italiana. Mas, atualmente, as melhores vinícolas do mundo estão situadas lá”, diz Giuseppe Russo, enófilo e sócio da Sicilianess, importadora especializada em vinhos italianos.

Segundo ele, os vinhos brancos são o grande destaque nos entornos de Palermo, na parte ocidental. Já na parte oriental da ilha, concentra-se a produção dos tintos, com destaque para a região do imponente Vulcão Etna e suas constantes erupções. Ali, estão plantadas, a mais de três mil metros de altitude, algumas das melhores vinhas da Itália.

A Sicília é a maior fonte de vinhos de toda a Itália, com a impressionante produção de mais de 500 milhões de litros por ano. Ao todo, são 23 Denominação de Origem Controlada (DOC) e uma Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG – Cerasuolo di Vittoria – vinho tinto).

Entre as uvas utilizadas, estão as singulares Nerello Mascalese, que é uma variedade de uva tinta amplamente cultivada nas encostas vulcânicas do Monte Etna. Os vinhos elaborados a partir desta uva receberam ampla notoriedade na última década por serem frescos, com aromas frutados e herbáceos, bem como excelente mineralidade e uma nuance terrosa. Outra uva utilizada para compor os vinhos são a Catarratto e Grillo. “A Catarratto é uma uva branca amplamente cultivada na Sicília, utilizada na elaboração de vinhos brancos frescos e leves.

Já a uva Grillo pertence a uma casta originada por meio de um cruzamento natural entre as uvas Catarratto Bianco – cujas vinhas são vigorosas e os bagos possuem amadurecimento médio a tardio – e Moscato de Alexandria. Possui três sinônimos: Ariddu, Riddu e Rossese Bianco (cultivada em Riomaggiore, na Ligúria). Existem algumas outras uvas com o nome de Rossese Bianco, porém a única que tem o mesmo DNA da Grillo é a de Riomaggiore.

Conforme revela o enófilo, entre as vinícolas locais de destaque está a Alessandro di Camporeale, pertencente à quarta geração de uma família de enólogos, composta hoje por três primos que cresceram nas vinhas de seus pais.

A paixão pela terra e pelo vinho os levou a se especializar e a levar a cabo um ambicioso projeto, a GENERAZIONE ALESSANDRO, na região do vulcão Etna, localizado na Sicília. Lá, eles se estabeleceram desde 2015 e hoje já colhem excelentes frutos desta realidade: a linha Trainara e Croceferro, que estão em suas safras de 2018 e 2019, e vem arrebatando vários prêmios e reconhecimentos de destaque. Entre os vinhos premiados, estão o Trainara Etna DOC e o Croceferro Etna DOC.

Enquanto o primeiro possui fragrância e sabor consistindo em delicada combinação de aromáticas ervas e notas minerais, seguidas de um sutil final cítrico, o segundo apresenta cor vermelho rubi claro e brilhante, bem equilibrado, bouquet elegante e nota floral cujo final lembra uma agradável nota salgada.

Trainara
Uva: Carricante
Teor alcoólico: 12,5%
Maturação: 10 meses em aço nas borras a 10-12°C
Refinamento em garrafa: pelo menos 4 meses a uma temperatura constante (18°C)

Croceferro
Uva: Nerello Mascalese 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Maturação – 12 meses em tonneaux de carvalho francês
Refinamento na garrafa: pelo menos 6 meses a uma temperatura constante (18°C)

Divulgação: Renata Viana

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