Pinot Gris e Pinot Grigio: a mesma uva em idiomas diferentes pode significar, sim, vinhos muito distintos
Maio é definitivamente o mês das uvas brancas! Na semana passada foi a vez da Sauvignon Blanc, hoje, 18 de maio, vamos celebrar o dia da Pinot Grigio (que quer dizer Pinot “cinza”), uma uva que nasce de uma mutação da Pinot Noir de alguns séculos atrás.
A Pinot Gris ou Grigio é fruto de cruzamento natural entre a tinta Pinot Noir e a branca Pinot Blanc.
E se trata de uma uva tinta que, no entanto, produz vinhos brancos! Isso mesmo!
A curiosidade se deve ao fato de que a uva possui a casca bem fina, típica da família das Pinots, e não consegue concentrar as substâncias que dão cor ao vinho!
Seu nome inclusive se deve a este detalhe. Gris é cinza em francês e Grigio é cinza em italiano. Remetendo a coloração da casca, que não chega a ser um roxo profundo como é o caso de uvas tintas, mas também não é esverdeada como as brancas e sim um meio termo, acinzentada.
Nasceu na Borgonha, lar do Pinot Noir, e se desenvolveu na Alsácia com o nome de Pinot Gris. Na França, até hoje produz excelentes vinhos, que eu adoro, e que se destacam entre outras cepas alsacianas como Riesling ou Gewurstraminer. Mas foi na Italia, adotada como Pinot Grigio, que conquistou o mundo produzindo vinhos delicados e aromáticos, de bela acidez e com tons de frutas cítricas. Também encontramos Pinot Gris, de origem alsaciana, no novo mundo no noroeste americano, na Australia, na Nova Zelândia e na Africa do Sul.
Hoje, ela domina diversos terroirs mundo afora como Áustria e Alemanha – onde é conhecida como Grauburgunder, Argentina, Estados Unidos e Brasil.
Mas apesar de ser a mesma uva, a diferença no nome pode significar, sim, um vinho diferente. Afinal, o estilo italiano é bem diferente do estilo francês, alemão ou austríaco.