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Notícias, novidades e fornecedores do mundo do vinho

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O irretocável Encontro Mistral 2023

por Glaucia Balbachan


Quando se fala em Encontro Mistral sempre é gerado uma expectativa, um consenso e, mas que isso, uma segurança natural em aproveitar uma experiência de qualidade superlativa. Há sempre novidades te aguardando por lá.

No que se refere a vinhos e produtores especiais, é notável que a marca Mistral que completou 50 anos, seja uma importadora com história, valores e mãos virtuosas na hora de escolha de rótulos de vinhos.

A edição de número 10 do Encontro Mistral marcou a comemoração de cinco décadas da importadora de Ciro Lilla e teve seus ingressos rapidamente esgotados tanto em SP quanto no RJ.

 

Foram 74 produtores de 13 países com cerca de 500 rótulos para o super evento de degustação. Catena Zapata, Vega Sicilia, Opus One, Luis Pato, os vinhos alsacianos de Doupff au Moulin, os bordaleses brancos e tintos do produtor Château Kirwan & Schöder & Schÿler, o Muac! de Miguel Angel Cerdà da vinícola espanhola Anima Negra,  os Chablis do Domaine Faiveley & Domaine Bollaud-Simon, os Pinot Noir de Joseph Drouhin, os Tannat uruguaios de Daniel Pisano e os vinhos brasileiros da marca Vallontano, que foram uma parte das marcas que estiveram presentes no Encontro Mistral 2023, contudo, entrevistamos rapidamente 6 produtores: Bastien Collard do champagne Pol Roger, Giacomo Marziotto da Ca’ del bosco,  Yolanda Varona da Viña Tondonia, François Perrin da Miraval, Pierre Lurton do Château Marjosse e Luis Pato da Luis Pato.

Champagne Pol Roger – Bastien Collard

Empratado: Qual prato francês harmoniza melhor com as borbulhas da Pol Roger?

Bastien Collard: Temos 7 tipos de vinhos, mas se eu escolhesse o Pol Roger Rosé Vintage eu harmonizaria com Boeuf Bourguignon, Filé mignon ou um assado.

Empratado: O que faz a marca Pol Roger ser tão especial?

Bastien Collard: A delicadeza, a intensidade e acima de tudo o frescor.

Empratado: Quando o consumidor brasileiro abrir uma garrafa de Pol Roger, o que ele vai encontrar?

Bastien Collard:  O consumir pode esperar um vinho astuto. Mas que borbulhas, um vinho robusto, poderoso e longo no paladar.

Ca’ Del Bosco – Giacomo Marziotto

Empratado: Define Ca’ del Bosco em algumas palavras.

Giacomo Marziotto: É a pioneira em Franciacorta. Tradição, inovação e perfeito equilíbrio.

Empratado: Qual o segredo de tanta qualidade?

Giacomo Marziotto: Temos um cuidado absoluto com tudo, a qualidade vem da excelência.

Empratado: Quando o consumidor brasileiro abrir uma garrafa de Ca’ del Bosco, o que ele vai encontrar?

Giacomo Marziotto: Abrir uma garrafa de Ca’del Bosco é como viajar à Itália, porque a Franciacorta é uma região muito especial e é esperado encontrar uma das expressões de maior pureza e equilíbrio.

Viña Tondonia – Yolanda Varona

Empratado: O que faz os vinhos da marca Tondonia serem tão especiais?

Yolanda Varona: Muito amor, paixão e tradição.

Empratado: Qual maior objetivo da Viña Tondomia?

Yolanda Varona: Continuar o trabalho da mesma forma com os mesmos níveis de alta qualidade.  Em breve vamos completar 150 anos e seguimos com profissionalismo e ética.

Empratado: Quando o consumidor brasileiro abrir uma garrafa de Tondonia, o que ele vai encontrar?

Yolanda Varona: É clássico de Rioja, refinado, polido, fácil de beber e com pouca graduação alcoólica. Vai encontrar um vinho gastronômico, equilibrado e com muito frescor. É sempre bom apreciar uma garrafa de Tondonia.

Miraval – François Perrin

Qual a receita de sucesso para um rosé tão desejado?

François Perrin: A cor atraente, os aromas e o sabor agradável – isso é a Provence. Isso tudo é um conjunto para agradar um dia de sol com pessoas que você gosta, além de ser saudável.

Empratado: Quais os critérios para se fazer um bom rosé?

François Perrin: O terroir da Provence ajuda no resultado. Dias quentes e noite frias mantem a acidez das uvas. Temos bastante experiência em fazer vinhos, mas o terroir nos ajuda muito nos critérios e nos resultados. O critério talvez seja a natureza que está ao nosso favor.

Empratado: Quando o consumidor brasileiro abrir uma garrafa de Miraval, o que ele vai encontrar?

François Perrin: O brasileiro que puder provar uma garrafa de Miraval, pode esperar o melhor rosé da Provence, que somos capazes de fazer.


Château Marjosse – Pierre Lurton

Empratado: Qual a inspiração por trás do Château Marjosse?

Pierre Lurton: O château Marjosse é meu jardim secreto e meu château ao mesmo tempo. É um projeto pessoal que tinha em mente, que já é realidade. Uma inspiração é a minha família.

Empratado: O futuro do vinho está no passado?

Pierre Lurton: Sim, passo o meu tempo entre as videiras e a adega. É importante o cuidado e a inteiração com a natureza e com as videiras. Esse é o futuro da enologia.

Empratado: Quando o consumidor brasileiro abrir uma garrafa de Château Marjosse, o que ele vai encontrar?

Pierre Lurton: O consumidor brasileiro vai encontrar um vinho frutado, delicado, muito macio e muito frescor.


Luis Pato – Luis Pato

Empratado: Qual é a melhor etapa de se fazer um vinho?

Luis Pato: Na minha opinião todas são boas. Do vinhedo à garrafa. Cuidar de cada passo é importante incluindo a maturação. O vinho começa na videira.

Empratado: O futuro do vinho está no passado?

Luis Pato: Sim, está sempre no passado, em especial em Portugal, porque usamos nossas uvas nativas e cuidamos delas e da natureza local.

Empratado: Quando o consumidor brasileiro abrir uma garrafa de Luis Pato, o que ele vai encontrar?

Luis Pato: Quando um consumidor brasileiro abrir uma garrafa de Luís Pato ele vai dizer: “Ah, estou bebendo uma garrafa de alguém que faz diferente de todo mundo!”

 Veja um parte dessas entrevistas no feed do nosso Instagram @empratado

SERVIÇO:
Encontro Mistral 2023
Importadora Mistral Vinhos
Tel: (11) 3174-1000
www.mistral.com.br

Fotos: Empratado

Glaucia Balbachan

É editora do site enogastronômico Empratado (www.empratado.com.br). Já foi colaboradora para a Revista Marie Claire, Site Fashion Up e Revista Adega. Tem expertise em ministrar aulas de vinho e comunicação e MKT digital de vinhos. É pós-graduada em jornalismo gastronômico pela FAAP e pós-graduada no Senac/SP em História e arte da gastronomia. É diplomada pela Wset (Wine & Spirit Education Trust) e membro da francesa Fijev (Fédération Internationale dês Journalistes et Ecrivains dês Vins et Spiritueux).

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